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O Relatório de Indicadores Ambientais da Cidade do Rio de Janeiro tem um desafio: contribuir para avaliação do balanço entre os processos de urbanização e a preservação ambiental na última década.
Para a realização da tarefa valeu-se de indicadores que proporcionam informações consistentes para o conhecimento da realidade e para o direcionamento da política ambiental urbana, de modo a serem utilizados no planejamento e nos processos de tomadas de decisão.
Informações sintéticas sobre o estado do meio ambiente, as tendências de alterações deste estado e os impactos de intervenções ou políticas de ação são úteis tanto à sociedade civil como aos dirigentes públicos. Esta publicação, portanto, é direcionada a todos que se preocupam com a manutenção da qualidade ambiental da cidade.
O desenvolvimento de Indicadores Ambientais inserem-se no contexto do Desenvolvimento Sustentável, seja como instrumento de cidadania ou ferramenta de controle deste processo.
No que concerne à administração municipal, o aprofundamento das questões decorrentes das alterações no meio natural assumiram considerável destaque a partir do momento em que os governos locais receberam a atribuição de principal agente promotor e responsável pelo equilíbrio ambiental no espaço urbano.
A atual agenda de compromissos relacionados ao desenvolvimento sustentável requer instrumentos que auxiliem no estabelecimento de metas e no acompanhamento do cumprimento das mesmas por todos. É necessário o emprego de indicadores de fácil entendimento e que possam ser avaliados em curto prazo. Neste caso, os indicadores funcionarão como uma ponte entre dados complexos e informações interpretadas acessíveis à população em geral.
A partir da criação da Secretaria Municipal de Meio Ambiente em 1994 e, em conformidade com o previsto no Plano Diretor Decenal da Cidade, diversas iniciativas foram desenvolvidas com o objetivo de criar uma sólida base de dados ambientais acerca do Município do Rio de Janeiro.
O Instituto Pereira Passos desenvolveu um extenso acervo de dados estatísticos, estudos, pesquisas e mapeamentos referentes aos diversos aspectos relacionados à cidade. Para realização de tal tarefa, incorporou um instrumental constituído de modernas ferramentas de tratamento e análise de dados aliados à atualização permanente da cartografia digital da cidade.
Resultados de iniciativas semelhantes puderam ser identificadas nas Secretaria Municipal de Administração, Secretaria Municipal de Saúde, Companhia Municipal de Limpeza Urbana e Coordenação do Sistema de Defesa Civil do Município do Rio de Janeiro setores que por sua atuação cuidadosa têm contribuído significativamente para avaliação da sustentabilidade da gestão urbana.
Esse contexto possibilitou o desenvolvimento de um elenco de 41 indicadores, adaptados para a aplicação às questões da Cidade do Rio de Janeiro.
A seleção teve como fator determinante a disponibilidade e a forma adequada de dados.
A metodologia empregada para seleção de indicadores teve como base as publicações da Comissão de Desenvolvimento Sustentável pertencente à Organização das Nações Unidas - ONU 1, adaptando-a à escala de análise municipal e às características da Cidade do Rio de Janeiro.
A complementação da análise ambiental da cidade, entretanto, tornou necessária a inclusão de indicadores propostos por outras entidades consultadas na ocasião da pesquisa pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente e pelo Instituto Pereira Passos.
Considerando-se que indicadores são ferramentas de avaliação periódica dos fenômenos tomados como relevantes, é importante ressaltar que seu processo de desenvolvimento deve ser contínuo e cada vez mais abrangente. Isso significa que esforços para que mais informações relacionadas a sustentabilidade possam ser traduzidas em indicadores e organizadas para permitir a análise ampla e integrada das questões específicas da Cidade do Rio de Janeiro, são altamente desejáveis. Confirma-se também assim, a necessidade da produção regular de informações ambientais.
Como um dos procedimentos a se destacar na busca do desenvolvimento sustentável é o estabelecimento de parcerias entre os diversos setores da sociedade, ressaltam-se a necessidade da permanente proximidade entre entidades públicas e privadas responsáveis pela produção de estatísticas ambientais. Essas parcerias viabilizariam abordar questões que ainda não puderam ser contempladas nesse volume.
A publicação é dividida em duas partes. A primeira é dedicada ao entendimento de aspectos gerais de contexto da cidade através de 14 indicadores e a segunda aos 27 indicadores ambientais.
Com o objetivo de alcançar o público não especializado, procurou-se apresentar os indicadores de forma simples e didática. Assim, cada indicador é descrito pelos itens: "O que significa?" no qual procura-se definir o que o indicador basicamente aponta; "Qual sua importância?" - onde se relata sua importância no processo de desenvolvimento sustentável, "Como foi calculado?" - onde são apresentadas as variáveis utilizadas para o cálculo do indicador, e "Comentário" apresentando uma breve descrição do comportamento das variáveis em questão. Gráficos tabelas e mapas foram amplamente utilizados em situações em que se julgou necessário.
O maior detalhamento dos temas abordados no trabalho de forma sintética poderá ser obtido através do site da Secretaria Municipal de Meio Ambiente - http://www.rio.rj.gov.br/smac/informaçõesambientais ou no site da Diretoria de Informações Geográficas do Instituto Pereira Passos http://www.armazemdedados.rio.rj.gov.br.
1 - Adaptado da subdivisão empregada pelas Nações Unidas em relatórios de mesma natureza. A este respeito, consultar "Metodologia para elaboración de los Informes Geo Ciudades", do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, 2002.
(http://www.pnuma.org/geociudades/PDFs/Manual20GEO20Ciudades.pdf, acesso em 15/12/04).
NOTAS DA EDIÇÃO
1. Para o desenvolvimento dos mapas temáticos utilizou-se a base cartográfica do Município do Rio de Janeiro em meio digital, nas escala 1/10.000, vôo de 1999 restituída no mesmo ano.
2. As palavras em caracteres itálicos encontram-se no glossário.
3. Convenções utilizadas nas tabelas.
• - Dado numérico igual a zero não resultante de arredondamento
••• - Dado numérico não disponível
0 - O dado existe e o zero é resultante de arredondamento
4. Os dados referentes ao total de domicílios da “Amostra dos Censos 1991 e 2000” obtidos através do Banco Multidimensional de Estatísticas – BME, apresentam pequenas diferenças quando se alterna a variável de cruzamento. Essas diferenças são decorrentes dos fatores de expansão da amostra. Visando eliminar problemas de leitura das tabelas em relação ao total de domicílios, optou-se por utilizar o total de domicílios do “Universo dos Censos 1991 e 2000”, mantendo-se para cada variável sua estrutura relativa obtida na Amostra. Utilizou-se esse critério nas tabelas 6, 8, 9, 10, 11 e 12.
5.1hectares (ha) = 10.000
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